Sinto. Apodera-se de mim, do meu corpo, do meu pensamento, da minha essência. Cada pequeno e ínfimo pedaço de mim fica paralisado com a dor, com a angústia que corre no meu interior. É como uma torrente infindável, em que cada pequeno gesto, aparentemente insignificante, intensifica o amargo sabor da tristeza.
É algo sem nome que me deixa mergulhada num oceano onde tudo reflexa cores apagadas, sem brilho. Algo que me deixa oca, vazia por dentro. Algo que incendeia todas as feridas e memórias que tento em vão conter algures. Algo que me faz deitar cá para fora todas as mágoas e ressentimentos de uma maneira tão simples como chorar. Algo que me apaga a vontade e o próprio sentido da vida. Algo que me esconde o caminho certo para a felicidade. Algo que apenas eu sinto no mais fundo do meu ser. Sinto.
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